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Amor Literário

27 jul

Caro Leitor,

Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. […] – Mau Começo

O primeiro amor literário a gente nunca esquece. Nunca mesmo. Lembro como se fosse ontem a primeira vez que vi meu amor literário na estante de uma livraria. Provavelmente a maioria dos leitores por aí vai dizer que foi Harry Potter, mas pra mim não foi. Meu primeiro amor literário de verdade foram os irmãos Baudelaire.

Baudelaire BrothersTudo isso começou com uma ida à locadora com meu pai e minha irmã, quando me deparei com o filme de Desventuras em Série olhando pra mim na sessão infanto-juvenil. Achei legal, tinha o Jim Carey e tudo mais. Levei pra casa. Isso era 2005, eu tinha 13 anos e tinha acabado de me apaixonar. Mas não aquelas paixões “mariazinha gosta do luizinho”. Muito melhor que isso: me apaixonei por uma história, porque pelas palavras já havia me apaixonado há tempos.

Não deu outra: falei na cabeça do meu pai o final de semana inteiro e durante a semana ele me levou na livraria. E lá estavam eles: lindos e coloridos em uma prateleira ao lado de tantos outros. Na época, apenas 5 livros tinham sido lançados no Brasil. E desses 5, meu pai me comprou 3 naquela tarde. Saímos da livraria com a seguinte pergunta: “Você vai sossegar agora, né?”, seguida da seguinte resposta: “Só quando eu levar os outros dois pra casa”. É, eu sei. Sou uma fofa. HAHAHAHAHAHA

Não vou nem mencionar o fato de ter devorado todos os três livros em pouquíssimos dias. Não lembro exatamente quanto tempo demorei pra ganhar os outros dois, mas sei que quando voltei na livraria o número 6 já estava lá. É impossível descrever a loucura que eu ficava cada vez que via todos aqueles livrinhos coloridinhos na minha estante do lado dos outros. Mas com esse amor, veio o desespero de ter que esperar os lançamentos. Eram séculos contando os dias para o próximo.

Desventuras em Série não foi só meu primeiro amor literário, foi também o primeiro amor protagonista. Klaus Baudelaire tinha mais ou menos a mesma idade que eu na história e eu achava o jeitinho nerd de óculos dele a coisa mais fofa que uma menina de 13 anos podia querer na vida. Ainda acho, ficaadica.

Os Baidelaire também me trouxeram um grande amor “autorístico”, já que Lemony Snicket é um gênio merecedor de Nobel. Esqueçam Garcia Marquez! Lemony Snicket é o que há! Ficaadica².

Tudo acabou mais ou menos em 2007 quando li o último livro. Deu aquela dor no peito, sabe? Aquela tristeza infinita que dura até hoje pela falta de mais histórias de Violet, Klaus e Sunny.

Vale dizer que Lemony Snicket não nos deixou à deriva como o Conde Olaf, ele lançou mais livros. Um deles, sob seu nome verdadeiro (Daniel Handler), que ganhei de presente da linda da Kah no meu aniversário desse ano: “Por isso a gente acabou”. *-*

A Series of Unfortunate Events

Um Homem de Sorte

15 jun

Admito que não estava muito animada para ler esse livro. Comprei e deixei na prateleira por uns dois ou três meses, apesar de ser do Nicholas Sparks. Juro que por mais que ame os livros dele, não me empolguei muito com a história de um militar que acha uma foto e sai por aí procurando a mulher nela.

Estava enganada. É um de seus melhores livros, com um enredo que só te faz querer ler mais e mais até chegar ao fim. A maneira como ele liga um acontecimento ao outro, fazendo um paralelo entre o passado e o presente e justificando acontecimentos atuais com perdas ou tragédias do passado é magnífica. O tipo de livro que você lê tentando ligar os pontos e descobrir o que acontecerá no final.

Sem sombra de dúvidas, recomendo a qualquer um que queira passar horas na companhia de personagens simpáticos, cativantes e interessantes. E sabe o que é melhor? É o livro menos meloso que já li do Sparks até agora. hahahaha
Infelizmente, a minha capa é a original e não tem o Zac Efron. Vou ter que conviver com isso, apesar de não gostar muito de capas com foto de filme. Mas eu abriria uma excessão pro Zac.
Preciso urgentemente ver o filme agora.

 

 

Sinopse: Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fim de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto.
Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar.

Ferris Bueller’s Day Off

30 jan

Ok, de volta pra São Paulo (felizmente ou infelizmente? depende do ponto de vista) e mais um ano começando essa semana. Admito que ainda estou morrendo de preguiça, mas sou preguiçosa o ano inteiro, então isso nem é novidade. Espero que 2012 seja melhor que 2011. A boa notícia é que o ano já começou bem: consegui ler 5 livros da minha lista essas férias e assisti 3 filmes no cinema. \o/

Precisava de um assunto interessante pra um post então como fiquei maluca quando vi esse novo vídeo do Matthew Broderick, decidi fazer sobre isso. Não é novidade pra ninguém que eu adoro filmes dos anos 80 e Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a Vida Adoidado) é, com certeza, meu preferido. Mais ainda que Os Goonies, pasmem.

O negócio é o seguinte: Esse filme é um ícone do cinema há mais de 20 anos e tem cenas que até hoje são copiadas e lembradas pelo público, então a Honda resolveu contratar o Matthew Broderick (ator principal do filme) para refazer algumas dessas cenas hilárias nos dias de hoje com o intuito de promover o Honda CR-V.

A única coisa que eu tenho a dizer sobre esse comercial é: G E N I A L.
Sinceramente, um dos melhores que já vi. Matthew, te amo. ♥

Assistam então o trailer do filme de 1986:

 

E esse é o comercial da Honda de 2012:

Espero que gostem 🙂